Em 1886, quando foi inaugurada a estação de Ramos – dando início ao desenvolvimento da Leopoldina –, a área que hoje forma o bairro de Olaria ainda não tinha estação de trem e pertencia à Freguesia de Inhaúma. Pouco tempo depois, ali chegaram os irmãos Luzitamos Pacheco Drumond e compraram três lotes de terreno nestas terras que começavam a ser habitadas.
Com o passar dos anos, as ruas da região receberam o nome destes pioneiros de Olaria, e entre eles está o avô de Luizinho – o Sr. Luiz Pacheco Drumond – que foi homenageado na Rua Drumond, antigamente denominada Rua Pacheco Drumont.
E a ligação da família Drumond às causas sociais e festivas da região também vem de longa data. Em 1917, o Sr. Luiz Pacheco Drumond foi o fundador do Clube Recreativo de Ramos, uma das agremiações pioneiras do bairro.
Portanto, a participação de Luizinho na vida social e nos festejos de Ramos era mais do que esperada. E isso aconteceu oficialmente pelo convite de Amaury Jório, no final do carnaval de 1975, para ele encabeçar uma chapa para concorrer às eleições da Imperatriz Leopoldinense.
Saindo vencedor, Luizinho assumiu a Presidência e realizou o seu primeiro carnaval para a escola, “Por mares nunca dantes navegados”, que conquistou o oitavo lugar.
Para 1977, Luizinho contratou o carnavalesco Max Lopes, que tinha participado da equipe de Pamplona no Salgueiro e havia se lançado como carnavalesco no ano anterior. O enredo foi “A Viagem Fantástica a Terra de Ibirapitanga”, que era uma continuação do enredo do ano anterior. Infelizmente a Imperatriz não teve um bom resultado e a Escola desceu para o segundo grupo.
Em 1978 Luizinho acreditou em Max Lopes, que desenvolveu o enredo “Vamos brincar de ser criança”. Com um desfile alegre, a escola ficou em segundo lugar e voltou para o primeiro grupo.
E a escola teria mais um motivo para comemorar em 1978. Foi nesse mesmo ano que Luizinho comprou o terreno da Rua Professor Lacê e doou para a Imperatriz, terminando assim com o fantasma do despejo que preocupava a muito tempo a direção da escola.
No final do carnaval de 1979, Luizinho consegue mais um passo para transformar de vez a Imperatriz, ao contratar o grande carnavalesco Arlindo Rodrigues, que desenvolveu uma série de carnavais históricos. A Escola, então, deslanchou destacando-se entre as melhores Escolas de Samba da cidade.
Luizinho ficou na Presidência da Escola de Ramos até 1983, quando, por problemas pessoais, ele teve que se afastar da escola. Em 1986 ele retorna já com o carnaval em andamento e recontratou Arlindo Rodrigues, que ajuda a terminar os preparativos daquele ano e prepara o carnaval seguinte. Luizinho ficou na Presidência até 1992. Em 2002 assumiu a Presidência de Honra da escola, onde permanece até hoje, acumulando também, a Presidência Administrativa.
Ativo dentro e fora da escola, Luizinho também teve um papel importante no cenário carnavalesco carioca ao participar da fundação da Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) – participar de sua diretoria e presidi-la por três anos – e da GravaSamba.
Luizinho sempre procurou os melhores profissionais para a Imperatriz e sempre procurou valorizar a participação das pessoas oriunda da Leopoldina na escola. Certamente é uma grande honra para ele estar a frente da escola nesse momento de festa! Para mim, não existe hoje, portanto, nenhuma figura mais representativa e exponencial da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense do que Luiz Pacheco Drumond.
Hiram Araújo
Fundador do Dep. Cultural do GRESIL
Diretor Cultural LIESA
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