G.R.E.S. Iperatriz Leopoldinense
  • Carnaval 2015

    Imperatriz Leopoldinense divulga enredo, logo e sinopse para o carnaval 2015

    Dando início aos preparativos para o carnaval 2015, a Imperatriz Leopoldinense divulgou sua logo, sinopse e título do enredo no último dia 18/6, em evento aberto para a comunidade e demais segmentos na quadra. Durante o lançamento foi feita a primeira leitura da sinopse do enredo para a ala dos compositores da agremiação. Com AXÉ, NKENDA, um ritual de liberdade - E que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz, o carnavalesco Cahê Rodrigues pretende levar para a Avenida uma África diferenciada. A ideia é abordar o continente africano a partir de suas múltiplas riquezas e contribuições na formação da cultura brasileira, além de exaltar personagens que se destacaram na luta contra o preconceito racial, defendeu o carnavalesco.

    Em 2015 a Imperatriz será a quinta escola de samba a desfilar na segunda-feira de carnaval.

  • Imperatriz apresenta novo diretor geral de Harmonia‏

    Luiz Carlos Escafura é o novo contratado da Imperatriz Leopoldinense e vai assumir a direção geral de Harmonia da verde, branco e dourado de Ramos no carnaval 2015. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Pacheco Drumond durante a entrega da sinopse na quadra da agremiação.

    Experiente no carnaval carioca, Júnior Escafura, como é conhecido, tem no curriculum passagens pela Portela, Caprichosos de Pilares e Estácio de Sá, onde atuou no último carnaval.

  • Na Tupi, deu Imperatriz

    Depois de uma disputa acirrada, a Imperatriz foi escolhida a melhor escola do grupo especial de 2014, pelo Juri de carnaval da Super Rádio Tupi.

    Nossa agremiação agradece essa tão honrosa menção, e sente-se profundamente orgulhosa de receber das mãos de um júri reconhecidamente gabaritado o título de Melhor escola do Carnaval.

    Além do prêmio de Melhor escola, recebemos ainda o troféu de Melhor carnavalesco, para Cahê Rodrigues, Melhor Casal de Mestre-Salae Porta-Bandeira, para Phelipe e Rafaela, e ainda Melhor Comissão de Frente, para Deborah Colker.

  • Craques confirmam presença

    Mais três craques confirmaram presença no desfile da Imperatriz em homenagem ao jogador Zico, no próximo carnaval.

    Junior, o jogador que mais vezes vestiu o manto rubro-negro (865 partidas pelo flamengo), O lateral Nei Dias, um dos craques do famoso time de 1981 e ainda o amigo e eterno "rival" de Zico nas batalhas dominicais do Maracanã, o Cruzmaltino Roberto Dinamite estiveram no barracão gresilense onde puderam conferir a preparação para o desfile.

    Acompanhados pelo Carnavalesco Cahê Rodrigues, os jogadores conheceram as alegorias e as fantasias que contarão na avenida a história de Zico.

  • Nunes na Imperatriz

    Considerado o "artilheiro das decisões" e eterno ídolo do flamengo, o jogador Nunes será mais uma das estrelas da constelação rubro-negra que estará presente na homenagem da Imperatriz ao Galinho de Ouro, Zico.

    Nunes esteve em nosso barracão de alegoria para tirar a medida do figurino que usará no desfile, e aproveitou para conhecer o projeto de carnaval gresilense.

  • Adílio Confirma Presença

    Mais um amigo e companheiro de Zico confirmou presença em nosso desfile no próximo carnaval.

    Criado no Flamengo, clube que defendeu por grande parte de sua carreira, Adílio atuou ao lado de Zico e Andrade, formando um dos melhores meio-campos da história do clube.

    Adílio desfilará na terceira alegoria da Imperatriz ao lado de outros atletas da famosa "Era zico".

    Fotos

  • Zico Visita o Barracão

    Zico, o grande homenageado da Imperatriz no carnaval de 2014, esteve no barracão a convite do Presidente Luiz Pacheco Drumond e do Carnavalesco Cahê Rodrigues para acompanhar os preparativos da Agremiação rumo ao desfile.

    O Jogador conheceu os projetos alegóricos e se encantou com as fantasias e esculturas que representarão não avenida sua "mágica" história de vida, demonstrando profunda emoção com o projeto do carnaval que está sendo desenvolvido.

    Zico aproveitou a visita para inaugurar oficialmente o Hall de entrada do Barracão que recebeu painéis com fotos de sua carreira como jogador e seus momentos dentro da Imperatriz, projeto idealizado pelo cenógrafo Clécio Regis e o Carnavalesco Cahê Rodrigues.

  • Imperatriz recebe o Galinho de Ouro

    A quadra de ensaios Luiz Pacheco Drumond se enfeitou para receber o ídolo e grande homenageado do nosso carnaval de 2014. Zico, o Galinho de Ouro, visitou a corte da Imperatriz promovendo um encontro de muita alegria e emoção.

    Zico autografou camisas e bandeiras e posou para milhares de fotos juntos aos fãs que lotaram a quadra gresilense para ver de perto o eterno camisa 10 do maracanã.

    Zico mostrou que já está com o samba na "ponta da Língua" e ao lado do Intérprete Wander Pires e do Cantor Elymar Santos entoou os versos de "Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô..." contagiando ainda mais a galera!

  • Festa de Protótipos

    A tradicional festa de apresentação de protótipos da Imperatriz, sob direção de Wagner Araújo e do carnavalesco Cahê Rodrigues, deixou a comunidade leopoldinense extasiada diante de tanta beleza.

    Cahê conseguiu de forma brilhante adaptar o enredo que conta a história de vida do eterno ídolo do futebol Zico os traços típicos e tradicionais de desfile da Imperatriz, de forma luxuosa, original e criativa.

    A festa terminou ao som do samba de 2014, na voz de Wander Pires, e com um show de samba da Rainha Cris Vianna!

  • Final de samba-Enredo

    "Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô - O show começou!"

    De autoria dos Compositores Elymar Santos, Guga, Tião Pinheiro, Gil Branco e Me Leva, os versos que embalarão a Nação Leopoldinense na avenida apresenta todos os ingredientes para arrebatar as arquibancadas.

    Quatro grandes Obras fizeram uma grande final de Samba, e mais uma vez elevaram o nome da ala de compositores da Imperatriz ao topo das melhores do Carnaval.

  • Contato

    Quadra de Ensaios Luiz Pacheco Drumond

    Rua. Professor Lacê, 235 - Ramos | Rio de Janeiro
    Tel.: 2560-8037 | 3593-6582

    Barracão de Alegorias

    Rua. Rivadávia Correa, 60 - Gamboa| Rio de Janeiro
    Tel.: 2516-5620

    E-mail

    gres_imperatriz@hotmail.com

    Imprensa

    Evandro Lima

    Como Chegar

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  • ARTHUR X - O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz

    Compositores: Elymar Santos, Guga, Tião Pinheiro, Gil Branco
    e Me Leva

    Intérprete: Wander Pires




    O dia chegou!
    Em meus olhos, a felicidade.
    Te fiz poesia, pra matar a saudade...
    Imperatriz vai me levar
    A um reino encantado,
    Um menino a sonhar...
    Cresceu driblando o destino,
    Venceu as barreiras da vida...
    Fardado nas cores da nação,
    Armado de raça e paixão,
    Nos pés, o poder!
    Vencer, vencer, vencer!

    "Oô", o povo cantava...
    Domingo, um show no gramado!
    Com seus cavaleiros, Arthur se tornava
    O "Rei do Templo Sagrado"!

    Caminhando mundo afora...
    O seu passaporte, a bola!
    Da Europa ao Oriente,
    Grande "Deus do Sol Nascente",
    Outros reinos conquistou...
    À sua pátria amada, então, voltou.
    Hoje, mais do que nunca é o seu dia,
    Vamos brindar com alegria,
    Trazer de volta a emoção.
    Com toda humildade, vem ser coroado,
    Vestir o meu manto verde, branco e dourado!
    Quem dera te ver por mais um minuto,
    Na arquibancada, todo mundo canta junto:

    Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
    O show começou!
    Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
    Um canto de amor!
    Imperatriz me faz reviver...
    Zico faz mais um pra gente ver!

  • Muito prazer, Eu sou a Imperatriz!

    "A semente germinou, do Recreio então brotou nossa escola de samba"

    A história do G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense, ao longo dos seus 50 anos de existência, é marcada pelo pioneirismo das realizações feitas por esta agremiação. A idéia de se fundar uma escola de samba na Zona da Leopoldina, se deu pelo fato de que era preciso ter na região uma entidade carnavalesca à altura do Recreio de Ramos e cujos freqüentadores eram integrantes da mais alta estirpe musical da cidade: Armando Marçal, Pixinguinha, Villa-Lobos, Heitor dos Prazeres, Bidê (Alcebíades Barcelos), Mano Décio da Viola e outros mais.

    O articulador de tal empreendimento foi Amaury Jório, que reuniu no dia 6 de março de 1959, na sua própria casa na Rua Euclides Faria 22, em Ramos, um número de sambistas para criar a escola de samba. Cada um ali reunido opinou para a criação dos símbolos que marcariam e identificariam essa nova entidade carnavalesca. Jório deu a sugestão de que a área de atuação da recém fundada escola, a Leopoldina, fizesse parte do nome; articulação está para agregar as variadas agremiações carnavalescas do bairro.

    Manoel Vieira deu nome de Imperatriz Leopoldinense e as cores verde e branco foram sugeridas por Venâncio da Conceição. O esboço do maior símbolo da agremiação, seu pavilhão, foi idéia de Agenor Gomes Pereira e a madrinha do seu batismo, prática comum entre as escolas de samba, foi o Império Serrano.

    Escola fundada, agora a meta era a preparação do carnaval; o caminho foi a adoção ao longo de sua trajetória de enredos que tivessem uma temática histórico-cultural. Vale lembrar inclusive que a Imperatriz Leopoldinense foi a primeira escola de samba a possuir um Departamento Cultural – fundado por Hiram Araújo em 1967 – com o propósito de auxiliar na confecção dos enredos e realizar atividades educativas com os integrantes. Seus ensaios eram realizados inicialmente na Rua Paranhos 227, casa de Pedro Alcântara Diniz, depois passaram para o número 315 onde funcionava o Clube Paranhos.

    O primeiro carnaval, em 1960, teve como enredo Homenagem à Academia de Letras que alcançou um honroso sexto lugar. O primeiro título, no carnaval de 1961, com o enredo Riquezas e maravilhas do Brasil serviu para que novas mudanças acontecessem na trajetória da agremiação; um grande número de componentes oriundos dos blocos e agremiações carnavalescas da região começava a integrar os quadros da escola, era o sonho de Jório ganhando proporções! A existência de uma sede oficial, situada na Rua Professor Lace 235, foi a consolidação deste sonho; foi na gestão de Antônio Carbonelli que se realizou tal feito.

    Um acontecimento que marcou muito a vida da escola e serviu para projetar seu nome aconteceu em 1972. Dias Gomes procurava uma escola de samba para servir de cenária para a novela "Bandeira 2" da TV Globo. Após muitas indas e vindas, a escolha recaiu sobre a Imperatriz, uma então modesta escola da Zona da Leopoldina. A história tratava do amor de dois jovens, filhos de famílias inimigas. Uma livre adaptação da imortal história de Shakespeare "Romeu e Julieta" ambientada no universo suburbano carioca. O principal personagem acabou sendo encarnado por Paulo Gracindo, que até então havia interpretado quase sempre personagens ricos e sofisticados. Seu desempenho como bicheiro Turcão teve imensa aceitação popular e significou sua consagração na televisão.

    Na história, Zé Catimba, compositor da Imperatriz, foi representado por Grande Otelo. O samba-enredo "Martim Cererê" acabou entrando para a trilha sonora da novela – um fato pioneiro – e ajudou a tornar a Imperatriz conhecida em todo o Brasil. Um fato sobre "Bandeira 2" que merece ser destacado é que anos depois, Dias Gomes adaptou a história para o teatro, nascendo assim o musical "O Rei de Ramos", que estreou na reinauguração do Teatro João Caetano, em 1979, com músicas de Chico Buarque e Francis Hime.

    Mas os anos se passaram e a Imperatriz Leopoldinense oscilava entre bons e maus resultados nos seus desfiles. Tamanha inconstância fez com que Amaury Jório trouxesse para a agremiação, alguém capaz de administrar a escola e colocá-la no patamar competitivo com as demais que já existiam. Luiz Pacheco Drumonnd, o Luizinho – como era chamado por Jório – foi o nome escolhido. Com sua capacidade empreendedora, Luizinho tomou medidas decisivas para transformar a escola em uma grande agremiação, não em importância histórico-cultural, pois, isso a história de sua fundação já se incumbiu; mas sim uma importância ligada a notoriedade que fosse vinculada às vitórias.

    Para tal, Luizinho comprou a quadra, alugou um galpão para a confecção das alegorias e contratou o renomado carnavalesco Arlindo Rodrigues para o desenvolvimento dos enredos da escola! A conjunção de tais medidas só poderia render bons resultados e que não tardaram a chegar. E assim vieram os títulos de 1980 com enredo O que a Bahia tem e o de 1981 O teu cabelo não nega. Daí para frente a Imperatriz se firmava entre as grandes escolas de samba do Rio de Janeiro.

    Arlindo permaneceu na escola, consecutivamente, entre os anos de 1980 até 1983, realizando grandiosos carnavais, o que serviu para dar a escola uma característica artística ligada às tendências mais barrocas. No carnaval de 1984, com um enredo Alô Mamãe, criticando a então conjuntura político-econômico brasileira – assinado pela carnavalesca Rosa Magalhães – e mesmo passando por algumas dificuldades, a escola conseguiu um quarto lugar. Entre os anos de1985 até 1988, a escola oscilou entre desfiles e posições que não renderam resultados tão significativos.

    Mais uma vez numa atitude empreendedora, Luiz Pacheco Drumond, trouxe para escola o carnavalesco Max Lopes para cuidar das questões artísticas e Wagner Tavares de Araújo, para o cargo de diretor de carnaval. Mudanças feitas, os resultados voltaram a aparecer; em 1989, a Imperatriz Leopoldinense se consagra como campeã do carnaval com um enredo histórico, sua marca principal, falando sobre o centenário da Proclamação da República, Liberdade, Liberdade abre as asas sobre nós. A partir e então a escola adotou uma forma de desfile que visava atender as necessidades e obrigatoriedades dos quesitos a serem julgados; o que lhe rendeu os termos de "escola técnica" ou "a certinha de Ramos".

    Os anos noventa foram marcados por outras vitórias e resultados significativos! No carnaval de 1991, com o enredo O que a banana tem do figurinista e carnavalesco Viriato Ferreira, a escola obteve a terceira colocação. Para o carnaval de 1992, a escola contou com a (re)contratação da renomada carnavalesca Rosa Magalhães.

    Em resumo a história da Imperatriz Leopoldinense foi construída pela tríade do idealismo, empreendimento e pioneirismo; respectivamente ligados à Amaury Jório, Luiz Pacheco Drumonnd e suas realizações ao longo da história do carnaval.

  • AXÉ, NKENDA!
    Um ritual de liberdade
    "E que a voz da Igualdade seja sempre a nossa voz"

    "Ninguém nasce odiando uma pessoa por sua cor de pele ou religião. Pessoas são ensinadas a odiar. E se elas aprendem a odiar, elas podem ser ensinadas a amar."
    Nelson Mandela

    Axé!

    Ouçam a voz do vento. Prestem atenção no que ela tem a nos contar.

    Lembra do tempo em que as estrelas coroavam o nosso pensamento e, com ele, começavam a brilhar.

    Nossos ancestrais conviviam em harmonia com a natureza e a sabedoria dos animais. Construíram uma gigantesca família, se espalharam pelo mundo e, por onde passavam, abriam novos caminhos para semear o amor e a paz.

    Naquele tempo, não havia longe, nem perto; nem errado, nem certo; e reinava uma exuberante floresta onde, hoje, padece o maior de todos os desertos.

    Caminhando pela savana, reunidos em torno da fogueira, celebrávamos a chegada e a partida, como se o direito de ir e vir fosse uma certeza prometida.

    Baobá, árvore querida... Aprendemos a cantar, o segredo da rima, rimando a pureza das palavras com a beleza da melodia: alegria com nobreza, mistérios com fantasia.

    Baobá, árvore querida... Conduz nosso canto até onde moram os deuses do infinito. E que eles cubram com o manto da noite o ventre de Mãe África, onde dormem as matrizes da vida.

    África, Triângulo Sagrado, banhado por um oceano de cada lado.

    Ao Norte, o próspero Mediterrâneo; a Leste, o reluzente Índico; a oeste, o tenebroso Atlântico.

    Ao Norte, entre o mar e o Saara, brotaram as suas primeiras civilizações, verdadeiras joias-raras: o esplendor do Egito, o empreendedor Cartago e o Marrocos de Alah.

    A Leste, velas tremulavam, salpicando o mar. Traziam sedas da China, tapetes da Pérsia e temperos da Índia. Do Reino do Sudão levavam o ouro e outros metais preciosos.

    Entre os paralelos do Equador, existe uma majestosa floresta, onde o homem não se cansa de tirar, nem os deuses se cansam de repor.

    Além de árvores, plantas e espécies fantásticas, existem rios e cachoeiras que os nossos olhos são poucos para admirar. Não existe na Terra, tamanha diversidade, incrível quantidade de vegetais e animais - embora, não faça muito tempo, houvesse muito mais.

    São Zulus, Massais, Bantos, Mossis, Bokongos e Hauçás clamando por liberdade e paz!

    Os mistérios da Natureza vão além da compreensão. Explode o raio, grita o trovão, a cheia inunda o vale, a terra vomita fogo pela boca do vulcão. A cachoeira chora, a lua cheia anuncia que algo acontecerá antes do raiar do dia. Ao som de tambores, lendas, mistérios, curas e magia constroem mitos e aventuras, cultos e culturas. Essa é a nossa liturgia.

    Vivemos numa terra de contrastes permanentes. O mais velho dos continentes possui a população mais jovem do planeta - com sonhos ainda latentes.

    Também pudera... Nenhum outro continente sofreu tantas transformações, tantas violações, em tão pouco tempo!

    Nossos guerreiros não conseguiram impedir a marcha do invasor. Suas preces foram sufocadas pelos canhões. Perdemos nossos bens, muitas vidas, dialetos e nações. O pranto foi pouco para tanta dor...

    Fomos submetidos aos mais diferentes tipos de colonialismo. Aprendemos as mais contundentes formas de respeitar o "senhor". A pior delas foi o racismo - linha reta entre quem manda e é mandado.

    Nos impuseram uma nova etnia, religiões, obrigações, devoções e economia. Fomos escravizados à tecnologia, em nome de um mundo "civilizado".

    Pelas janelas do Atlântico, nossos olhos ainda choram amargas lembranças, vendo nossos irmãos partirem para terras desconhecidas. Não houve despedida, nenhuma notícia, nenhuma esperança.

    Uma delas fica do outro lado do oceano e se chama Brasil. É uma terra muito parecida com a nossa: tem florestas, praias, muitos rios, clima quente, clima frio, gente que ginga, brinca e que também faz festa na roça.

    Irmãos do Congo, Angola, Daomé, Gaô e Jané foram levados para lá. Carregaram na lembrança nossos deuses, nossas danças, nossa música, bebidas e comilanças, misturando nosso sangue ao brasileiro. É por isso que eles são tão festeiros.

    Não fazem uma roda sem que haja um tambor, berimbau, reco-reco e agogô. Cantam em iorubá, rimam em nagô e começam a sambar. O que era uma roda vira festa, colorindo o país de Norte a Sul. Vem maracatu... boi-bumbá, congada, capoeira, reisado, umbigada, é jongo a noite inteira.

    Como num rap, ou num partido-alto, criam vários sentidos com a magia das palavras...

    Acarajé, quibebe, munguzá,
    Caruru, abrazô, vatapá...

    "Gererê, sarará, cururu
    Olerê! Balá-blá-blá, bafafá, sururu. Olará!"

    E vejam só que interessante... Depois das lágrimas de uma chegada angustiante, nasceram festas e folias que alegram o povo até os nossos dias.

    Nossos irmãos rezavam para os deuses que não eram seus. Cantavam músicas que não eram suas. E fechavam as procissões que se arrastavam pelas ruas.

    Foi assim que aprenderam a desfilar. Nasceram irmandades de bambas, organizadas como verdadeiras Escolas de Samba! Que, aliás, são Escolas de Cultura e Arte Africanas!

    Nelas se aprende as coisas mais elementares da vida: Por exemplo... uma banana, subvertida como símbolo de racismo, na verdade é o africanismo mais popular do Brasil... E se não devemos dar asas para o mal, podemos transformá-lo numa brincadeira de carnaval. Que tal?

    Cantemos a LIBERDADE! E para que ela abrisse as asas sobre nós, tivemos que ser fortes de verdade. Aprendemos com Zumbi, com os Malês, Manoel Congo, João Cândido e outros irmãos que já não estão aqui. Mas deixaram um caminho a seguir.

    Aprendi que a vida é um permanente ritual de liberdade. Lutando por justiça, movimentos se espalharam pelo mundo inteiro. Estão documentados nos livros, no cinema, no teatro, na música, nas artes plásticas, nos grafites, por toda parte. Foi por ela que dediquei toda a minha existência. E faria tudo novamente.

    Para que esta mensagem fosse tão transparente como as nossas águas, buscamos um caminho sem mágoas, procurando sempre a simplicidade. É como a África, mãe de tantas diversidades, lutando sempre por justiça. Foi a forma que encontramos para mostrar a verdade.

    Precisamos semear nos livros, nas escolas, nas mentes e nos corações.

    Precisamos reconstruir o continente africano e a mentalidade de muitos. Precisamos escrever uma nova História de Vida, pontuada de ações humanas, fraternas e solidárias!

    Precisamos despertar em nossos irmãos, o mais difícil de todos os desejos: o de aprender a amar. Para que, então, a voz da igualdade seja sempre a nossa voz.

    Este será o nosso maior desafio.

    Axé, Nkenda!

    Nelson Mandela

    Céu - Departamento da África do Sul, Mvezo

    GLOSSÁRIO

    NKENDA - Amor, segundo o Kimbundu, língua africana falada no Noroeste de Angola.

    BAOBÁ (Andansonia digitata) - Também chamado de embondeiro. Árvore que pode atingir 25 m de altura e 7 m de diâmetro. É a árvore nacional de Madagascar, emblema do Senegal e considerada sagrada em todo o continente africano.

    ZULUS, MASSAIS, BANTOS, MOSSIS, BOKONGOS e HAUÇÁS - Algumas das mais tradicionais etnias africanas.

    Acarajé, quibebe, munguzá, caruru, abrazô, vatapá - Comidas e iguarias da culinária africana.

    "Gererê, sarará, cururu/ Olerê!/ Balá-blá-blá, bafafá, sururu/ Olará!" - trecho da letra de "Querelas do Brasil", música de Maurício Tapajós e Aldir Blanc, gravada por Elis Regina.

    Carnavalesco: Cahê Rodrigues

    Pesquisa e Texto: Marta Queiroz e Cláudio Vieira

    • BUFÕES FUTEBOLÍSTICOS
    • 21 3576-6675
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    • UM PREDESTINADO DO JUVENTUDE
    • 21 99198-0312
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    LUIZ PACHECO DRUMOND
    Presidente

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    WAGNER TAVARES ARAÚJO
    Vice-Presidente de Finanças | Vice-Presidente de Carnaval

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    ANDRÉ BONATTE
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    OSCAR DE PAULA
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    DR. CHRISTÓVÃO CELESTINO
    Vice-Presidente Jurídico

    JOSÉ HENRIQUE PINTO
    Presidente do Conselho Deliberativo

    Departamento de Carnaval

    WAGNER TAVARES ARAÚJO
    Diretor de Carnaval

    LUIZ DRUMOND NETO
    Assessoria da Direção de Carnaval

    ANDRÉ BONATTE
    Assessoria da Direção de Carnaval

    PAULO CÉZAR PC
    Assessoria da Direção de Carnaval

    CLAUDIA CRISTINA
    Administradora do Barracão

    CAHÊ RODRIGUES
    Carnavalesco

    EVANDRO LIMA
    Assessoria de Imprensa

    PHELIPE LEMOS
    Mestre-Sala

    RAFAELA THEODORO
    Porta-Bandeira

    JÚNIOR ESCAFURA
    Diretor Geral de Harmonia

    MÁRCIO (NOCA)
    Mestre de Bateria

    JAIRO RIBEIRO
    Presidente da Bateria

    CRIS VIANNA
    Rainha de Bateria

    DEBORAH COLKER
    Coreógrafa da Comissão de Frente

    VITOR VITAL
    Diretor Responsável pela Comissão de Frente

    MARCILIO DIAMANTE
    2º Mestre-Sala

    ELAINE FERNANDA
    2ª Porta-Bandeira

    ADILSON GOMES
    Presidente da Galeria da Velha-Guarda

    RAUL CUQUEIJO
    Diretor Responsável pela Ala de Baianas